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Você sabia que os cuidados paliativos vão muito além de cuidados físicos?

O sentido nobre para os cuidadores de idosos e profissionais da saúde ao trabalharem com cuidados paliativos

O processo do fim da vida deve ser cuidado da mesma maneira, ou até melhor, do que se trata a vida, e isso é feito com os cuidados paliativos. Esse assunto muitas vezes ainda é pouco falado ou estudado em nosso país. Para que você tenha ideia, o Brasil há alguns anos era o terceiro pior lugar do mundo para morrer, ficando atrás apenas de Uganda e Índia.

O profissional da saúde não pode tirar a dor da pessoa, mas pode amparar para que o paciente tenha dentro do possível, qualidade de vida antes da morte. O sofrimento que não é minimamente cuidado ou não tem a devida atenção pode gerar a vontade de morrer.

Quando estão limitadas as pessoas ficam muito mais sensíveis e, essa sensibilidade aumenta a percepção, vamos lembrar que estamos tratamento de relações humanas, então para elas é bem mais fácil perceber quando o cuidador ou profissional de saúde que a acompanha está minimizando a verdade ou não está ali presente e inteiramente dedicada no lugar, na rotina. Pense como deve ser importante para o idoso, ou a pessoa em cuidado, ter segurança e confiança de que está sendo bem cuidada e amparada.

Entenda o sentido de se fazer e ter o cuidado paliativo

O significado da palavra paliativo é eficácia momentânea e incompleta; meios ou métodos que trazem melhoras, mas não eliminam a causa.

O cuidado paliativo é a assistência à saúde que cuida do idoso ou pessoa em qualquer faixa etária, com doença grave, incurável, em progressão e ameaçando a continuidade da vida. É observada a perspectiva de vida (anos, meses, dias, horas) do paciente e tenta-se trabalhar com um tratamento multiprofissional que tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente, não apenas física, mas inclusive de significados e sentido existencial.

Áreas fragilizadas

Quando o indivíduo sente a real percepção de que a morte está mais próxima, e essa percepção de fato acontece, quando ele sabe que a doença é grave, todos esses sentimentos trazem sofrimento para ele. O sofrimento:

  • Emocional – Busca entender o porquê da morte, doença estar acontecendo
  • Físico – O corpo e as dores
  • Familiar – A falta, o lugar não preenchido dessa pessoa
  • Social – Entre as pessoas da convivência saudável que podemos ser sem máscaras
  • Espiritual – O sentido de ser e a possibilidade e entrar no estado de amorosidade, essência do ser.

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O sofrimento espiritual, muitas vezes subestimado deve ser considerado, apesar de ser pouco ou nada falado pelo profissional da saúde.

No fim da vida, independente do histórico da vida, a pessoa quando está próxima de morrer, vai entrar na essência do ser, no estado da amorosidade. E possibilitá-la a fazer alguns ajustes, nos últimos dias a pessoa não vai querer saber de dinheiro, carro, ela vai querer amar, se sentir amado, perdoar ser perdoado, agradecer, se despedir. O cuidador e toda a equipe de profissionais é quem pode orientar e dar suporte nesse sentido também.

Para ser tratado de maneira mais completa, o paciente normalmente vai precisar de uma equipe multidisciplinar. O bom profissional vai saber diagnosticar, ouvir e direcionar à outras especialidades. Além dos cuidados básicos, a perspectiva bem orientada ao cuidador de idosos, sabe que o foco do seu trabalho não está na doença do paciente, sabe que o mais importante é o indivíduo, aquela pessoa para o qual ele se propôs a cuidar.

“Olhar” para o paciente e não para a doença. Perceber anseios e necessidades, que muitas vezes não são ditas.

 

Conhecer o perfil do profissional de saúde é fundamental

A formação técnica, com boa qualificação, vocação e talento são fundamentais. E a empatia altamente aplicada e de forma equilibrada para ambas as partes. Além disso, a união familiar ajuda no processo do paciente, ao passo que o equilíbrio é percebido quando comparados tratamentos com e sem a participação de pessoas queridas próximas.

A origem da palavra paliativo vem do latim, Palium, que é o manto que era colocado nas costas dos cavalheiros para proteger das intempéries. Assim é a natureza da doença. O paliativo cuida, protege, mas não impede a doença. 

 

Classificação de cuidados

São considerados, basicamente, 4 níveis de cuidados paliativos:

  • Assistência ambulatorial,
  • Assistência domiciliar,
  • Ajustes rápidos,
  • Hóspice –  esse último já na fase final de vida.

Médico, enfermeiro, psicólogo, ou serviço social, por exemplo, podem compor uma equipe básica, mas para cada caso é estruturada uma equipe multidisciplinar.  Fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, dentista, nutricionista, fonoaudiólogo, farmacêutico, podem ser chamados pontualmente. Existe também o profissional de capelania. No atendimento domiciliar, esses recursos humanos tendem a ser ampliados até que no hóspice, se tenha o máximo de pessoas envolvidas na equipe, dependendo do caso. Em outra postagem, leia aqui falamos sobre o processo de desospitalização, que ampara e monitora de forma constante o paciente.

5O cuidado paliativo não vai acabar com a dor, mas vai ajudar o paciente a retomar a sua vida. É a chance em vida, a oportunidade que aquela pessoa tem de acertar, fazer alguns ajustes em vida, entender e aceitar a morte antes de partir.

Durante os processos e tratamento, e equipe tem de estar preparada para fazer ajustes. Oque se busca é controlar a dor do paciente, a ajuda da terapia ocupacional, orientação para que o paciente ou idoso faça o gasto equilibrado de energia, processos de reabilitação, o autocuidado, e para cada caso usar a estratégia que serão saudáveis para a energia do paciente.

Ao contrário do que muitos dizem, os índices de estresse profissional de quem trabalha com cuidados paliativos é um dos mais baixos. Aí está a diferença de um bom profissional, ele vai entender que ele não trabalha com a morte, ele trabalha com pessoas em condições terminais realizando um trabalho ético e consistente, valorizando a vida, estando ali do lado. Ele trabalha com a vida.

Lembrando sempre que cada paciente é único, e apenas o profissional da saúde qualificado poderá diagnosticar, tratar e acompanhar de forma consistente o paciente. Consulte seu médico a respeito disso, cada caso é um e este texto não substitui a orientação do seu médico.

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A desospitalização do idoso e a home care

Razões pela qual a  desospitalização do idoso e a contratação de uma home care é uma alternativa viável.

Promover uma desospitaliação segura para os idosos, optando pela internação domiciliar com o cuidador ou com a equipe de profissionais recomendada pelo médico, oferecendo conforto e tranquilidade de uma home care, tem sido a opção de um número cada vez maior de famílias brasileiras, e apesar de ser uma opção nova no Brasil, países como os Estados Unidos já percebem esse tipo de serviço aderido ao estilo de vida, pois lá, ele já existe há mais de um século, ou seja, podemos olhar e perceber a importância de se ter qualidade e conforto ao longo da história do home care norte americano.

Optar pela desospitalização é escolher pelo melhor atendimento e cuidados para saúde, dispondo de monitoramento constante com estrutura moderna e os melhores equipamentos em casa. E, quando a decisão de se contratar os serviços de internação domiciliar é tomada, surge a figura do cuidador de idosos, como companheiro e profissional que presta o serviço de atendimento domiciliar.

equipamentos-home careCom a home care evita-se a permanência prolongada dentro dos hospitais, sem romper o tratamento e os cuidados necessários ao paciente, entretanto, para continuar a obter os bons resultados, da mesma forma que em um hospital, o paciente precisa estar cercado de profissionais capacitados, com o suporte de uma equipe multidisciplinar com a mesma qualidade, tecnologia e conhecimento.

Fazendo um paralelo entre os benefícios percebidos, podemos citar a diminuição dos riscos de infecção hospitalar, o atendimento próximo e humanizado ao paciente, a possível diminuição de complicações clínicas, a possível rapidez na recuperação de tratamentos específicos e redução de reinternações por questões que podem ser resolvidas no próprio domicílio.

É importante ressaltar que a desospitalização não significa dar alta precoce para o paciente, e sim humanizar seu processo de recuperação. Em casa, ele pode receber todo cuidado que necessita de profissionais especializados e com a atenção e apoio da família. Além disso, o atendimento prestado em domicílio equivale ao prestado no hospital, sem os riscos de um ambiente hospitalar.

Leia o outro artigo que publicamos sobre esse mesmo tema clicando aqui!

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