alzhaimer

Tudo sobre Alzheimer

Conheça mais sobre a doença Alzheimer, como afeta o paciente e como a Cuidar Saúde Domiciliar pode ajudar neste processo.

As pessoas podem acabar confundindo depressão e demência, criando uma situação muito delicada e séria que pode levar muitas vezes à diagnósticos equivocados e como consequência a indicação de tratamentos indevidos. Já fizemos uma postagem alertando sobre este fato que infelizmente ainda é muito comum. Por este motivo, com o surgimento de novas pesquisas nessa área, vamos voltar a falar de uma das doenças mais comuns e que é ao mesmo tempo complicada quando se fala em demência: o Alzheimer.

A proposta desta postagem é justamente falar um pouco mais da doença e principalmente mostrar como o cuidador domiciliar pode ajudar aos pacientes. Antes de continuarmos a falar sobre o Alzheimer, é importante informar que mesmo com as informações aqui apresentadas, qualquer suspeita de que isso possa estar acontecendo com um familiar ou pessoas de seu círculo social, não deixe de conversar com os familiares mais próximos para que o paciente com os sintomas seja levado ao especialista o mais rápido possível, pois quanto mais cedo diagnosticada a doença, mais fácil será retardar o seu progresso.

História da doença

O Alzheimer foi descoberto, em 1906 pelo médico Alois Alzheimer. O primeiro médico a ter contato com a doença e entendê-la um pouco mais a fundo. A primeira paciente conhecida com esta doença, se chamava Auguste Deter, uma mulher saudável que aos 51 anos começou a ter os sintomas que a levou a óbito aos 55 anos. O médico examinou seu cérebro e descreveu todas as alterações (características da doença) que são conhecidas pela medicina até a presenta data. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer existem no pais aproximadamente 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade, e deste 15 milhões estima-se que mais de 6% (seis por cento) tem a doença de Alzheimer. Nos Estados Unidos por exemplo, é a quarta principal causa de morte entre idosos.

Mas o que é Alzheimer?

Conhecida anteriormente e erroneamente como esclerose ou com o termo pejorativo caduquice, o Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa e infelizmente incurável que se agrava ao longo do tempo. Acomete pessoas idosas, principalmente aquelas com mais de 60 anos e se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas: memória, orientação, linguagem.

Esta doença é causada pela morte de células cerebrais. Pode acontecer em outras idades, entretanto, o mais comum é que se aconteça depois da idade mencionada (60 anos). Se esta doença é diagnosticada no início é possível retardar o seu progresso, fazendo com que a vida do paciente e de seus familiares possa ser o mais confortável possível.

alzheimer em progresso

Alzheimer em progresso

Como a doença se desenvolve?

Ainda não se entende o motivo pelo qual a doença de Alzheimer acontece em alguns pacientes, entretanto, já se sabe que algumas lesões cerebrais estão associadas à doença.

Existem duas principais alterações no cérebro quando se fala de Alzheimer. A primeira alteração são placas senis que se formam, a partir de uma proteína chamada beta-amiloide que é anormalmente produzida. Enquanto a segunda alteração, que pode ser constatada é a redução do número de células nervosas e principalmente a ligação entre elas (sinapses).

Fatores de Risco

Primeiramente, o primeiro grande fator de risco a ser considerado é a idade superior a 60 anos. Foi constatado que após os 65 anos, o risco da doença dobra consideravelmente a cada 5 anos.

Identifica-se também que as mulheres são mais propicias a desenvolver a Doença de Alzheimer do que os homens. Outro ponto extremamente importante e constatado é que familiares de pacientes com Alzheimer têm maior chance de desenvolver a doença no futuro, se comparados com indivíduos sem parentes com Alzheimer. Entretanto, ainda não se constatou que esta seja realmente uma doença hereditária.

Um fator de risco curioso está relacionado com pessoas com alto nível de escolaridade. Estas pessoas acabam desenvolvendo a doença em um estágio mais avançado, já que é necessário maior perda de neurônios para que os sintomas comecem a aparecer. O que se recomenda então, é uma estimulação cognitiva constante e diversificada ao longo da vida, sendo este, uma maneira de conseguir retardar a doença.

Ainda sobre os fatores de risco, tudo indica que o estilo de vida também influenciar o surgimento ou não do Alzheimer.  Hipertensão, diabetes, obesidade, tabagismo e sedentarismo são algumas das causas que podem levar uma pessoa a desenvolver a doença. Se estas outras doenças estiverem controladas, é possível retardar o aparecimento destas doenças.

E quais são os sintomas?

Quando um paciente começa a desenvolver a doença é comum notar mudanças significativas nos pacientes. Estas mudanças são desde mudanças comportamentais até físicas. Os principais sintomas e os mais observados ainda são a perda de memória e confusão mental. Entretanto, as pessoas podem apresentar:

  • Declínio mental;
  • Dificuldade em pensar e compreender;
  • Confusão durante a noite;
  • Confusão mental;
  • Delírio, entre outros.

Podem ocorrer outras mudanças no comportamento como agitação, agressão, dificuldade de cuidar de si e inclusive, mudanças físicas: inquietação e perda de apetite, além de contrações musculares rítmicas ou incapacidade de combinar movimentos musculares.

Como uma homecare pode ajudar neste processo?

É importante que a empresa que vai prestar essa assistência à saúde domiciliar tenha uma boa gama de profissionais a disposição para que estes possam ser acionados em qualquer momento de dificuldade. Além disso, os cuidadores devem ser bem treinados para conseguir lidar com qualquer tipo de situação, incluindo desde pacientes agressivos ou que sintam extremo medo por não reconhecer nenhum rosto. Às vezes é muito difícil cuidar de um paciente que apresenta a doença.

Nós cuidamos com afeto, pois sabemos que o conhecimento científico é indispensável, mas o carinho é fundamental.

E justamente por isso, nós da Cuidar Saúde Domiciliar, entendemos os problemas e tentamos sempre ajudar a família a se organizar e conviver melhor com o quadro clínico que for diagnosticado. Entendemos que não é apenas o paciente que está sofrendo com a doença, mas todos que o rodeia.

Afinal, o sentimento de incapacidade a frente ao inevitável, no que se refere a doença, pode ser frustrante o suficiente para levar vários familiares a desenvolver doenças, como por exemplo a depressão. E o mais importante nestes momentos é que a família esteja unida e forte o suficiente para encarar todos os desafios.

Mas existem avanços em relação à cura desta doença?

Há muitos anos, se estuda o comportamento dos pacientes com Alzheimer e busca a cura definitiva para a doença. Atualmente, o tratamento pode seguir por duas esferas:  sendo o tratamento dos distúrbios de comportamento, que visa controlar a confusão e agressividade, utilizando-se de medicamentos da classe dos neurolépticos atípicos, embora esses medicamentos sejam altamente não recomendáveis, justamente por prejudicar a função cognitiva do indivíduo, e o tratamento específico que é dirigido para melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro.

O que se estuda atualmente é como neutralizar a proteína beta-amiloide, pois esta é uma das causadoras do Alzheimer.

Novidades no campo da nutrição

romã ajuda a prevenir alzheimer

Casca da romã ajuda prevenir Alzheimer

Conversamos com a Nutricionista Érica Aguiar, e de acordo com a profissional  foi divulgado recentemente que a casca da romã ajuda a prevenir Alzheimer, baseado em uma pesquisa desenvolvida pela USP.

O que se sabe é que na casca da fruta são encontrados compostos antioxidantes que trazem benefícios à saúde humana e entre eles a prevenção do Alzheimer. Tudo isso por que se verificou que o consumo do extrato foi capaz de inibir em até 77% a atividade da enzima acetilcolinesterase, que atua de forma prejudicial nas terminações nervosas. Este é um grande avanço para aqueles que anseiam pela cura da doença.

Ainda para prevenir o Alzheimer, grande parte dos médicos acreditam que o ideal seja manter a cabeça ativa, para que a doença possa ser retardada. Entre as atividades recomenda-se: leitura constante, jogos inteligentes e participação em atividades de grupo.

Consulte seu médico. Nenhuma pesquisa na internet vai substituir a orientação do profissional.

Para saber mais, acompanhe as notícias da Cuidar Saúde Domiciliar para os idosos, familiares e profissionais de saúde aqui no blog e também no Facebook e fale conosco sempre que precisar!

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