É demência ou a tão comum e delicada depressão?

Para nós é muito importante trazer informação de qualidade sobre cuidados e atendimento de saúde domiciliar, entre os assuntos vamos falar hoje sobre bem-estar na terceira idade.

Vamos aproveitar este mês de setembro para falar um pouco sobre doenças psicológicas e neurológicas.

Sentir uma enorme tristeza, que não passa e perder o interesse pela vida de modo geral, é uma boa forma de conceituar a depressão.

Ela não escolhe cor, idade, raça, classe social, mas podemos dizer que é bastante comum entre os idosos. A doença, às vezes é muito incompreendida na terceira idade, ou pode ser considerada normal, o que é também um problema, porque os familiares e o próprio indivíduo pode acabar se descuidando da saúde, e é justamente nessa fase da vida que ele precisa ser ainda mais rigoroso com os cuidados.

Além dos sintomas clássicos, alguns outros são específicos da depressão no idoso. Ele pode começar a ter dor ou o agravamento de dor, pode ocorrer também aumento na instabilidade emocional, dificuldade, desânimo e também cansaço para realizar as atividades mínimas, além de uma enorme falta de apetite e muito sono.

No idoso, muitas vezes a depressão pode ser desenvolver abruptamente com alguns dos que chamamos de gatilhos, como um luto muito intenso, perda de filho, perda de familiares e amigos muito próximos, a perda do emprego ou grandes mudanças na vida.

Na terceira idade, ela também está associada a problemas biológicos, que causam problemas físicos, como dor de cabeça, nas articulações e outras. É importante considerar a doença, porque apesar de ter cura, se não for tratada pode se tornar mais grave e acabar levando a outros problemas

É preciso ficar atento, quando o idoso se descuida demais e quem convive com ele percebe a diferença e, nota que isso não muda com o tempo, pode ser depressão. Ouça com atenção sempre o que o idoso fala, não ache que ele pode estar só reclamando e que isso é normal na terceira idade, porque se existe alguma queixa ele certamente pode estar com alguma enfermidade.

A depressão pode ser classificada como mais branda ou mais intensa,  de acordo com o tipo ela pode ser tratada com psicoterapia ou psiquiatria e mudanças na vida do paciente, se for diagnosticada como mais forte é tratada com medicamento. A depressão tem cura. E o cuidado com o paciente no tratamento deve ser feito de forma correta, em busca da cura. O apoio familiar e de amigos mais próximos é fundamental, além, claro do auto tratamento, que no caso desta doença é primordial.

A importância do auto tratamento para depressão

É importante que o paciente tenha consciência do seu quadro clínico e busque disposição para ajudar na cura. O auto tratamento pode começar com algumas pequenas mudanças nos hábitos e na rotina de vida, que podem ajudar muito na cura da doença, repercutindo também numa maior qualidade de vida e saúde. Buscar novas atividades, ter um convívio social constante, outras terapias complementares e alternativas, psicoterapia, boa convivência com a família, e com pessoas e parentes mais próximos podem colaborar no tratamento.

Envelhecer bem. Essa pequena frase define bem qual deve ser o posicionamento do idoso perante a vida.

Aqui ja abordamos como a presença de animais de estimação pode ser benéfica ao idoso, sendo uma companhia, ajudando na redução de estresse, entre outros.

É depressão ou doença de Alzheimer

Como já foi dito acima, a depressão é diferente entre idosos e adultos, e como na terceira idade ela atinge a memória, a concentração, a perda da memória curta pode ser confundida com demência.

A demência é uma doença neuropsiquiátrica, que acarreta no indivíduo tanto alterações neurológicas quanto como alterações no comportamento. É quando a pessoa tem o comportamento e personalidade bem desenvolvidos e a socialização é normal e, a partir de determinado momento ela começa a perder toda essa capacidade.

Um típico exemplo, é o da pessoa que muitas vezes tinha um comportamento sexual considerado normal de repente, passa a ter um interesse sexual inadequado, inclusive a por familiares. Este fato muitas vezes é de difícil reconhecimento por parte dos familiares. Porém, neste caso, é muito importante ressaltar que não se trata de um comportamento imoral, este é um sintoma da demência.

doenca-psicologicaDiferente da velhice biológica, a demência é uma enfermidade que vem com o quadro patológico.

A demência provoca a perda progressiva e diminuição considerável da qualidade de vida do paciente.

As alterações comportamentais são as que se referem a capacidade de seguir regras, a dificuldade de memorização, ao comportamento agressivo não contido, além da adequação comportamental relacionada ao sexo.

As alterações neurológicas estão relacionadas, por exemplo, às alterações de movimento, a limitações na independência física. Além desses sintomas, existem outro que contribuem para que o indivíduo se torne dependente.

Existem alguns tipos de demência, a doença vascular, a antiga arteriosclerose é uma dela. Ela deve ser tratada como controle da pressão arterial, controle do diabetes e obesidade, quando for o caso, para que a pessoa continue ativa por muitos anos. O sintoma típico inicial é a perda consistente de memória. Mas abordaremos esse tema detalhadamente em outra postagem.

A medicação contribui para melhorar o comportamento e para desacelerar o processo demencial, possibilitando uma melhora na qualidade de vida. O mais comum e conhecido tipo é o Alzheimer, que não é exclusivamente a perda de memória.

Ainda não se sabe o que provoca a doença de Alzheimer, mas números demonstram que ela é na maior parte das vezes mais comum em pessoas idosas.  A cura ainda não foi descoberta, entretanto existe tratamento, e se, for diagnosticada no início pode-se controlar os sintomas e adiar o seu avanço. Ela é classificada como um dos tipos de demência, ou perda da cognição provocada pela morte progressiva de células cerebrais.

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O nome da doença faz referência à Alois Alzheimer, que em 1906 foi o primeiro médico a falar sobre o assunto. O primeiro caso relatado foi de Auguste Deter, sua paciente de 51 anos.

Ela faleceu aos 55 anos e, após o falecimento teve o seu cérebro examinado pelo médico, que descreveu as características da demência: a desorientação, a dificuldade de entender, limitações na expressividade, perda de memória.

Pesquisas demonstram que ocorrem lesões cerebrais específicas que caracterizam a doença e também acontece a redução de neurônios e sinapses entre eles no cérebro, isso acarreta na diminuição progressiva do volume do mesmo.

Essas alterações podem ocorrer antes que os sintomas apareçam, mas ainda não se sabe ao certo. Estima-se que mais de 35 milhões de pessoas no mundo e, no Brasil mais de 1 milhão são vítimas da doença. Muitas dessas, ainda sem o diagnóstico definitivo.

 Como diagnosticar a doença

O diagnóstico preciso só pode ser obtido por meio de exame após falecimento, por microscopia do tecido cerebral.

Antes disso, o diagnóstico de Alzheimer é feito com a identificação dos sintomas e exames clínicos, ou seja, depende de uma avaliação, que deve ser feita por um médico. É importante que seja feita uma boa entrevista com o paciente, a anamnese, que vai relembrar todos os fatos na história do paciente que podem fazer referência à doença de Alzheimer.

Os testes psicológicos para analisar o funcionamento cognitivo. São solicitadas também uma bateria de exames para ajudar no diagnostico: exames de sangue, exame de imagem, que pode ser a tomografia ou a ressonância magnética.

Como entender o que pode ser feito no tratamento

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Apesar de não ter cura, como já foi dito o tratamento pode aumentar a sobrevida do paciente. Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor. É possível diminuir a rapidez na evolução da doença.

Hoje, em função do tratamento e medicação, o tempo médio de sobrevida é de 10 a 12 anos, antigamente eram de 2 a 3 anos.

O tratamento consiste em abrandar os sintomas existentes e estabilizá-los. O tratamento pode ser farmacológico, com medicamentos, e não farmacológico, cuidando das funções cognitivas através da aplicação de estratégias que vão ativar e utilizar o cérebro.

O que percebe-se muitas vezes é a boa intenção da família em tratar o paciente usando métodos não farmacológicos, e apesar de não ser feito com medicamentos, todo tratamento deve ser feito sobre orientação médica para que não haja sobrecarga que pode prejudicar ainda mais o quadro da doença, trazendo maiores riscos e até resistência por parte do paciente ao tratamento. cuidados-medico-especializado

O tratamento não farmacológico aborda algumas áreas específicas. Aqui vamos apenas citar, em outras oportunidades abordaremos de forma mais profunda cada uma delas.

Cognição ativada – Colocando o cérebro para trabalhar

Vida social ativa – Comunicação, afeto, cuidado e integração

Corpo em ação – Atividades físicas para manter o corpo ativo

Controle através da organização – Casa limpa, mente limpa

Cada caso é um caso, e apenas o profissional da saúde qualificado poderá diagnosticar, tratar e acompanhar de forma consistente o paciente. Consulte seu médico a respeito disso, cada caso é um e este texto não substitui a orientação do seu médico.

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